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domingo, 24 de outubro de 2010

A ENTREGA DOS FOLHETOS

As lutas tem sido imensas na minha vida nesse último mês, estou vivendo a fase dos dias maus, dos dias cinzentos, essa fase está muito parecida com uma fase do apóstolo Paulo quando ele diz que estava vivendo um tempo de “Lutas por dentro e temores por fora”. Por mais incrível que possa parecer isso me estimula a buscar mais o Senhor, me estimula a orar mais, a ler mais, a meditar mais, a ensinar mais, a escrever mais, a pregar mais, a aconselhar mais.

O diabo deve ficar imensamente furioso comigo, porque todas as tentativas dele na minha vida tem efeito contrário, quando ele imagina que vai me derrotar, eu com a Graça de Deus saio vitorioso. Esta semana estou entregando os folhetos que escrevo semanalmente sobre a cidade, estou entregando junto com um grande amigo e diácono da nossa igreja o Dinho, nessa caminhada encontrei várias pessoas que me incentivaram a continuar escrevendo, encontrei amigos que estão solidários comigo nessa luta por uma mudança profunda que a cidade necessita urgentemente ter em relação á política, a cidadania, a participação dos munícipes, e por aí vai.

Vi alegria no rosto das pessoas que recebiam os folhetos, vi que elas também querem mudanças, vi que as pessoas estão perdendo o medo de apanhar os folhetos, vi que o folheto é um pequeníssimo jornal que informa as pessoas algo que elas não lêem em nenhum outro lugar, uma dessas pessoas chegou a dizer: pastor você não desiste nunca, me dá “três edições aí que eu vou ler em casa”.

Estou voltando das ruas convencido que esse trabalho que faço com os folhetos está crescendo muito, já é uma realidade no município, estou convencido que o folheto é uma ferramenta subversiva, que vai de casa em casa esclarecendo os moradores sobre a realidade da cidade. O tratamento educado e carinhoso das pessoas comigo nas ruas da cidade me alegra muito o coração e me inspira continuar fazendo essa missão apesar das inúmeras lutas que tenho vivido nesses últimos dias. Ore por mim. A Deus toda a glória!!!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

A MARAVILHOSA VIDA DEPENDENTE DE DEUS E DO PRÓXIMO

Quando eu era jovem e vivia ainda longe de Deus o que eu mais desejava era ser independente, queria a qualquer custo ser dono do meu próprio “nariz”, queria ser “senhor” da minha própria vida, queria mostrar para os outros que eu era bom, essa busca desenfreada por independência alimentou muito o meu ego, a soberba me dominava avassaladoramente, eu só vivia motivado em mim, os outros eram apenas canais para as minhas realizações pessoais, o que eu não sabia era que essa independência me conduziria a solidão, me levaria a uma angustia, a uma dor continua na minha alma, era como se algo dentro de mim quisesse dar um grito e era sufocado por uma força maior.

A busca pela independência me levou a beira do precipício, me levou ao desespero, me levou a um beco sem saída, me levou a clamar por ajuda (dependência), eu resisti até onde pude, levei o meu orgulho até as últimas conseqüências, me agarrei com a minha soberba até a minha derradeira reserva de forças, fracassei, não consegui ser independente, chorei o meu fracasso, não fui “capaz” de vencer por mim mesmo, senti vergonha, me deprimi, desci no mais profundo abismo da humilhação e lá encontrei Jesus, encontrei o sentido da vida, encontrei Aquele que sem Ele nada posso fazer, nesse momento aprendi que ser dependente Dele é a minha independência, e que dependendo Dele, aprendo que dependo também do meu próximo, aprendo que o meu próximo não é alguém a ser vencido e sim alguém que está ali para compartilhar a sua vida comigo.

Sou grato a Deus por tudo, sou grato por Ele ter me ensinado que a razão da minha existência é receber o amor Dele e amar a ele e ao meu próximo com a mesma intensidade do que sou amado, e isso não é nada mais do que dependência!!!

Pense nisso!!!! A Deus toda a Glória!!!!!!!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

CONTINUAÇÃO DA MINHA HISTÓRIA ...

Para minha geração foi uma tragédia viver uma boa parte dela sem informação, aquele silêncio autoritário do poder constituído da época destruiu a capacidade criativa dos jovens do meu tempo, castrou o desenvolvimento intelectual de uma multidão de rapazes e moças.

Eu me lembro das muitas perguntas que eu fazia sem obter de ninguém respostas, o que eu mais ouvia era: deixa isso pra lá, as coisas são assim mesmo, cuide da sua vida, ganhe dinheiro, idealista não chega a lugar nenhum. A minha geração não conseguiu aprender a fazer a leitura do seu tempo, conclusão: fomos engolidos pelo sistema, fomos tragados por um modelo perverso e desumano, nos emburreceram da forma mais opressora possível.

Quando me converto aos vinte e seis anos, vislumbro um caminho novo, reencontro os livros, e encontro o livro dos livros: a Bíblia, e infelizmente encontro uma igreja que não estimula o pensamento, a leitura, a reflexão, a visão transformadora da sociedade, pelo contrário, encontro uma igreja anacrônica, reacionária, fechada numa doutrina vaidosa, sem nenhum sentido para a vida. Recordo-me que um dia disse a seguinte frase: Será que a igreja é só isso? Será que o Cristianismo é só isso? Não pode ser, tem que haver algo mais, se for só isso é igual ou pior do que o sistema propõe como sentido para a existência.

Fui em busca de achar esse algo mais, pedi a Deus direção, orientação, e fui na caminhada encontrando livros, pastores, mestres, conselheiros, que com amor e paciência me mostraram o caminho...

Amanhã eu digo os nomes desses santos de Deus e um pouco das suas histórias!!!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

MINHA HISTÓRIA

Sou itaguaiense de berço. Aqui nasci, aqui cresci e aqui vivo até hoje, fui menino, jovem agitadíssimo, inquieto, inconformado com a estrutura de poder da qual eu também fazia parte, fui criado na burguesia da cidade, era um playboy, namorador, jogador de futebol, amante das farras, solto no mundo, cheio de amigos, sempre com grana, mas profundamente VAZIO por dentro, SOLITÁRIO, sendo acompanhado por uma angústia que nunca me deixava. Mesmo usufruindo uma “boa vida” financeira eu sabia desde novo da hipocrisia que permeava o meu mundo, sabia da podridão que havia por baixo da estrutura em que eu estava plantado.

Fui um jovem errante, vivi uma boa parte da minha juventude desgarrado de tudo e de todos, queria ser livre, a minha geração viveu os últimos e piores anos da ditadura militar, viveu num vácuo existencial, viveu num vácuo cultural, intelectual, a minha família era politicamente correta, era de direita, meus avós eram donos de Cartório, meu pai era comerciante, ninguém queria ir contra o sistema, era cada um cuidando de si, agindo sempre para ser simpático aos poderosos, a minha geração viveu a terrível fase da alienação, da falta de vocação, da falta de sentido, quando veio a abertura política, quando os nossos “heróis” voltaram do exílio, quando surgiu as diretas já, nós não sabíamos bem o que era aquilo tudo e caímos na gandaia, nós não queríamos saber quem havia pintado o céu, só queríamos o restinho da tinta, esse era o sentimento.

Quando me converti sabia que estava sendo chamado para recuperar o tempo perdido, sabia que Deus estava me convocando para ser um missionário na cidade, sabia que mais cedo ou mais tarde me envolveria com a justiça social, com os problemas crônicos da cidade, sabia que o meu pastorado seria um confronto direto com o sistema, sabia que estaria sempre perto das pessoas, dos jovens, sabia que aquilo tudo que havia sofrido seria usado como experiência de vida na minha vocação.

A HISTÓRIA É LONGA, POR ISSO CONTAREI UM POUCO A CADA DIA!!!!!!